Economia cresceu 1,04% no ano passado, segundo BC

Já em 2016, a queda do PIB foi de 3,6%. O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). Já na passagem de novembro para dezembro, a atividade no Estado avançou 1,09%, enquanto no Nordeste o crescimento foi de 0,07% no mesmo período. O valor exato do PIB de 2017 será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 1º de março.

Em relatório divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (19), a economia brasileira cresceu em 2017 o suficiente para sair da recessão. Inflação baixa, principalmente em alimentos - o que deve permanecer, ainda que não tão acentuadamente quanto em 2017 -, e melhora, embora lenta e gradual, nos níveis de ocupação no mercado de trabalho, são os elementos que devem sustentar a continuidade do avanço do consumo, eventualmente reforçado por alguma ampliação no crédito.

Eles consideram esse índice como uma prévia do aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que é o medidor oficial do crescimento da economia. Para 2019, o objetivo central é de 4,25%, e também há margem 1,5 p.p (de 2,75% a 5,75%). O resultado do IBC-Br também pode estimular novas revisões para cima nas projeções de crescimento para 2018. Ante dezembro de 2016, o índice tem alta de 2,14% na série sem ajuste.

A alta do IBC-Br para o mês também ficou dentro do intervalo obtido entre analistas do mercado financeiro, que esperavam resultado entre zero e +2,90% (mediana em +1,09%). A expectativa de alta para o indicador deste ano passou de 2,70% para 2,80%. Com isso, o IBC avançou 1,04% no acumulado de 2017, primeira alta em três anos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país.

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