Saiba quem é o general que comandará a intervenção no Rio

O papel a ser desempenhado pelo alto comando do Exército brasileiro [VIDEO], pelo general Walter Braga Netto, interventor federal no estado do Rio de Janeiro, demonstra ainda que não haveria uma decisão concreta do que será feito, de acordo com o próprio militar embora hajam planos e estratégias já prontas para atuação no estado.

Depois de dizer que a violência no Rio não está tão ruim e que há "muita mídia", o interventor na Segurança Pública do estado, general Walter Braga Netto, ajustou um tantinho o discurso.

Não se trata de uma típica intervenção federal, onde o governador é afastado, mas uma intervenção em que apenas a área de segurança passará ao controle do governo federal.

Braga Netto estará subordinado do presidente da República e terá plenos poderes "para requisitar a quaisquer órgãos, civis e militares, da administração pública federal, os meios necessários para consecução do objetivo da intervenção". De perfil avaliado como combatente, já ocupou o serviço de inteligência do Exército.

"Nós vamos entrar numa fase de planejamento".

O secretário de segurança do Rio, Roberto Sá, também deverá ser afastado do cargo. "Vamos fazer um estudo, vamos conversar com todos e a nossa intenção é fortalecer ainda mais o sistema de segurança lá do Rio de Janeiro para voltar a atuar conforme merece a população carioca".

Os militares não gostam deste tipo de atuação, mas cumprem ordens. Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, ao longo de sua carreira comandou o 1º Regimento de Carros de Combate e foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste. Ele foi o coordenador-geral da assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Segundo o Ministério da Defesa, o general tem 23 condecorações nacionais e quatro estrangeiras. Também podem serão comandados o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A intervenção deve durar até 31 de dezembro de 2018, último dia do governo Pezão e do governo Temer. A votação na Câmara está marcada para a noite da próxima segunda-feira.

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