Rombo da Previdência sobe para R$ 268,79 bilhões e atinge novo recorde

Somente no INSS, o rombo cresceu de R$ 149,73 bilhões no ano retrasado, para R$ 182,45 bilhões em 2017, resultando em uma alta de R$ 32,71 bilhões ou 21,8%. Em 2016, o déficit foi de R$ 226,884 bilhões. O aumento no rombo foi de 54,7% no ano passado, para R$ 71,709 bilhões. "Houve aumento substancial no déficit, tanto no setor urbano quanto no rural", afirmou.

O resultado do regime dos servidores da União apresentou um deficit de R$ 86,3 bilhões em 2017, alta de 11,9% em relação ao ano anterior. Registrou um aumento de 10,2%, totalizando R$ 437,194 bilhões.

- Os valores das despesas por si são superiores à arrecadação.

Segundo o G1, o Ministério da Fazenda informou que a maior parte do déficit registrado em 2017 está relacionado com a Previdência Rural, que correspondeu a um saldo negativo de R$ 111,6 bilhões. Para 2018, a estimativa do governo para o INSS é de um rombo de R$ 192,8 bilhões. Segundo Caetano, o valor ficou abaixo porque se trata de uma estimativa "de ordem de grandeza bastante elevada". Para 2018 é possível que ainda haja revisão da estimativa. O secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, destacou que tanto o déficit da INSS quanto o dos servidores públicos são recordes.

Com o anúncio, o Planalto reforça as intenções de aprovar a Reforma da Previdência, cuja proposta deve ser votada na Câmara dos Deputados no dia 19 de fevereiro.

A reforma propõe a adoção de uma idade mínima - de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres - e regras de transição com intuito de equilibrar as contas públicas para os próximos anos. Conforme a proposta, trabalhadores do setor privado e servidores públicos deverão seguir as mesmas regras, com um teto de R$ 5,5 mil para se aposentar, e sem a possibilidade de acumular benefícios. Para trabalhadores rurais, idosos e pessoas com deficiência sem condições de sustento as regras não sofrerão mudanças.

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