Em cinco anos, consumo de sardinha caiu 63%

É o terceiro ano consecutivo em que o consumo nacional decresce, tendo caído cerca de 40% entre 2014 e 2017.

O Jornal de Notícias revela que os pescadores criticam as restrições à captura e garantem que há sardinha no mar. O ano passado, a quota ficou-se pelas 11.560 toneladas (menos 62,7%) e, em 2018, as previsões apontam para que os números não cheguem além das 9 mil.

Em cinco anos, o consumo de sardinha em Portugal caiu 63%.

Metade da sardinha consumida em solo nacional é importada, maioritariamente de Espanha, a quem compramos 5,8 mil toneladas de um total de 6,2 mil. Croácia, França, Grécia e Itália são os restantes países de quem Portugal é cliente.

Em cinco anos, consumo de sardinha caiu 63%
Em cinco anos, consumo de sardinha caiu 63%

Para além da redução das capturas, o aumento das exportações e a redução das importações, desde 2015, também fizeram o consumo cair de forma acentuada. Entre 2015 e 2017, subiram 28,6%, passando para as cerca de 4,7 mil toneladas, referem dados do INE.

A tendência de queda nas quotas de sardinha tem vindo a registar-se desde 2012, altura em que a quantidade de sardinha pescada chegava às 31 mil toneladas. O principal cliente português é o nosso principal vendedor: Espanha.

Este aumento em valor deve-se a um aumento do preço da sardinha, que em 2012 se vendia a 1,42€ o quilo e em 2017 se vendeu a 2,07€, mas também muito por culpa da indústria de conserva e congelados.

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