As duas Coreias concordam em desfilar juntas na abertura dos Jogos

Com base nestes acordos, uma delegação sul-coreana visitará a partir de terça-feira o Monte Kumgang, na Coreia do Norte, e a estação de esqui de Masikryong, onde está previsto que se realizem iniciativas culturais e treinos desportivos conjuntos.

A Coreia do Sul aproveitou a ocasião para pedir que a vizinha suspenda "atos hostis" que contribuem para aumentar a tensão na península coreana.

Pode parecer estranho o regime norte-coreano adotar a tradição de animação de torcida tão comumente ligada à cultura dos Estados Unidos, mas a Coreia do Norte também costuma enviar líderes de torcida para competições esportivas das quais participa.

Além disso, os representantes dos países decidiram pela formação de uma equipe unificada de hóquei feminino sobre o gelo, apesar das críticas na Coreia do Sul, de discriminação das jogadoras locais, em detrimento das norte-coreanas, que não se classificaram para os Jogos.

Durante a reunião, a Coreia do Norte pode se pronunciar sobre a proposta do Sul de desfilar unidas na abertura e no encerramento do evento, como já foi feito em outras edições dos Jogos Olímpicos ou se permitirá ou não aos atletas competir oficialmente. Este sábado, o Comité Olímpico Internacional (COI) vai dar a palavra final sobre o assunto. A técnica Sarah Murray, da seleção sul-coreana, terá de escalar obrigatoriamente ao menos três atletas de Pyongyang por partida. As Coreias vivem um armistício desde a década de 1950, quando terminou a Guerra da Coreia (1950-1953), uma das mais violentas da história, deixando cerca de 2,5 milhões de mortos, que definiu a separação entre norte e sul. O raro encontro entre ambos os lados foi organizado depois que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pressionou por melhores relações com Seul e sinalizou uma abertura para diálogo em seu discurso de Ano Novo.

Um porta-voz declarou que o Ministério da Defesa sul-coreano não comentava "questões relacionadas com informações militares".

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