Temer pede que STF arquive inquérito de recebimento de propina

A defesa do presidente, representada por Antonio Claudio Mariz, argumentou na peça que os autos sobre Temer estão "contaminados por inverdades e distorções de realidade em detrimento de seu governo, de sua honra pessoal e da estabilidade das instituições".

No caso JBS, Temer apareceu como beneficiário de recursos da empresa, recebidos por meio de Rodrigo Rocha Loures.

Na quinta-feira (18), Temer encaminhou ao Supremo as repostas a 51 perguntas referentes ao caso que haviam sido encaminhadas pela Polícia Federal (PF). O interrogatório foi solicitado pelos delegados responsáveis pelo caso e autorizado pelo ministro Luis Roberto Barroso. Rodrigo Rocha Loures, João Baptista Lima Filho ou José Yunes recebessem recursos em meu nome em retribuição pela edição de normas contidas no Decreto dos Portos. O presidente também afirmou não ter recebido doações, contabilizadas ou não, de empresas do grupo Rodrimar. A defesa do presidente havia informado anteriormente ao Supremo que o presidente não iria depor pessoalmente, e sim apresentar respostas por escrito às perguntas que lhe forem feitas. Ele chegou a ser interceptado pela Polícia Federal em conversas telefônicas com representantes da Rodrimar.

Além do presidente e seu ex-assessor, são investigados o dono da Rodrimar, Antônio Celso Grecco, e o diretor da empresa, Ricardo Conrado Mesquita.

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