Governo volta a proibir voos de grande porte na Pampulha

No fim de dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu cautelarmente os efeitos da portaria. Por conta disso, o ministro Bruno Dantas - relator do caso no tribunal - tomou uma medida mais drástica.

Já a Infraero terá os mesmos 60 dias para apresentar o impacto dos voos sobre as receitas advindas da exploração do Aeroporto de Confins e sobre as despesas de investimento futuro necessárias para o Aeroporto da Pampulha, "realizando o cotejo entre vantagens e desvantagens dessa decisão para a saúde financeira da estatal".

Já a Anac afirmou que emitirá, ainda nesta quinta, um posicionamento sobre a questão.

A Pampulha atualmente realiza voos regionais e executivos, e funciona fazendo a manutenção de aviões executivos e comerciais de pequeno porte e helicópteros.

Por isso, a decisão de outubro foi duramente criticada pelo grupo CCR, que administra o aeroporto de Confins. Estima-se que, com ela, o aeroporto poderia perder até 2 milhões de passageiros. Na época, a empresa considerou que a medida compromete a credibilidade do país porque representa "rompimento da segurança regulatória".

Na manhã de hoje (18/01) o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil proibiu os voos com aeronaves de maior porte no Aeroporto da Pampulha, através de uma portaria divulgada no Diário Oficial.

Na noite desta quinta-feira (18) a Gol fez novo anúncio de voos no aeroporto da Pampulha, apesar de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ter pedido suspensão das vendas de novas passagens chegando ou partindo do terminal mineiro, também ontem.

Com isso, a empresa aérea deverá reembolsar integralmente os valores dos clientes que compraram passagens e que serão afetados com o cancelamento dos voos da Gol.

A companhia aérea informou que vai acatar a decisão e suspender o voo. "A companhia está em contato com os clientes que já adquiriram os bilhetes oferecendo a melhor alternativa, de acordo com a sua preferência", diz a Gol, em nota.

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