Em Minas, compositor Flávio Henrique morre vítima de febre amarela

Flávio, que faleceu na manhã desta quinta-feira (18), e, Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais [VIDEO], tinha uma carreira artística de sucesso e também ocupava o cargo de presidente na Empresa Mineira de Comunicação, importante órgão do governo estadual, responsável pela tradicional Rádio Inconfidência e pela Rede Minas.

No últimos dias, pelo Facebook, vários amigos do músico já vinham alertando para a possibilidade dele estar com a doença, no entanto a confirmação só saiu na quarta-feira (17), um dia antes de sua morte. No período de julho de 2016 a junho de 2017, o registro foi de 475 casos confirmados de febre amarela no estado de Minas, sendo 162 óbitos. "Ele está sendo assistido pela equipe médica e recebendo os cuidados necessários", informou o coordenador do CTI Anselmo Dornas. Agradecemos as orações e vibrações positivas, escreveu.

Especulações a respeito do caso só trazem dor à família e amigos. Outros 46 casos continuavam em investigação pela secretaria de Saúde.

"O diagnóstico de febre amarela foi confirmado".

Segundo a secretaria, Flávio Henrique foi contaminado em Brumadinho, município da região metropolitana de Belo Horizonte, onde estão sendo investigadas mais quatro suspeitas de infecção por febre amarela.

Reconhecido especialmente pelo trabalho como produtor e compositor, Flávio Henrique possui mais de 80 músicas gravadas e é parceiro de nomes como Ronaldo Bastos, Paulo César Pinheiro, Fernando Brant, Sérgio Santos, Zeca Baleiro, Murilo Antunes e Marcio Borges. Desde 2015, estava à frente da Rádio Inconfidência, promovendo uma grande mudança estética na emissora, prezando pela democracia de estilos e abrindo espaço para parceiros dos mais diferentes perfis.

O carnaval de BH começou a chamar a atenção dos foliões do País, em 2012, quando Flávio Henrique compôs a marchinha "Na coxinha da madrasta", vencedora de um concurso local e tocada a exaustão nas ruas da cidade.

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