Temer recebe diretor-geral da Polícia Federal para tratar de segurança

O presidente da República, Michel Temer, esteve reunido com o seu advogado, Antonio Claudio Mariz, na última sexta-feira (12), em São Paulo, para conversar sobre as 50 perguntas feitas pela Polícia Federal (PF), no inquérito aberto pela Corte para investigar o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A, por meio da edição do chamado Decreto dos Portos. "Vamos entregar terça ou quarta-feira. Na verdade elas denotam absoluta falta de respeito e de urbanidade e principalmente ausência das necessárias imparcialidade e isenção por parte de quem deve buscar a verdade real e não a confirmação de uma imaginada responsabilidade", afirma Temer no documento protocolado na tarde desta quinta-feira, 18, no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Não são respostas longas. Nega, mas não é só negar- ele explica", disse. Ao se dirigir ao ministro Luis Roberto Barroso, relator do inquérito, o presidente aponta que as perguntas tem "natureza ofensiva" e demonstram "absoluta falta de respeito e de urbanidade". Sobre o ex-deputado Rocha Loures, um dos investigados no inquérito, Temer declarou que nunca o autorizou a fazer tratativas em seu nome. Mariz criticou questões mais incisivas como a que pergunta a Temer se ele "recebeu alguma oferta de valor, ainda que em forma de doação de campanha eleitoral, formal ou do tipo 'caixa dois', para inserir dispositivos no novo decreto dos portos, mais benefícios para empresas concessionárias do setor?"

"Ressalte-se que não foi uma reivindicação da Rodrimar, mas de todo o setor".

Desde a abertura do inquérito, o Palácio do Planalto afirma que o Decreto dos Portos foi assinado após "longo processo de negociação" entre o governo e o setor portuário e informou que o presidente irá prestar todos os esclarecimentos necessários. Baixe o nosso aplicativo gratuito.

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