Defesa diz que Maluf está doente e entrega laudos à Justiça

"A manifesta inadmissibilidade dos embargos infringentes ora opostos, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, revela seu caráter meramente protelatório, razão por que não impede o imediato cumprimento da decisão condenatória", explica o ministro em sua decisão.

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi preso na segunda-feira (19), após mandado expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP) de Brasília, anunciou que o deputado deverá ser submetido a uma perícia médica tão logo chegue em Brasília. O advogado de Maluf, Ricardo Tosto, afirmou que o político está "arrasado" com a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Maluf recebeu propina de contratos públicos com as empreiteiras Mendes Júnior e OAS.

A defesa usou como argumento o fato de Maluf ter 86 anos de idade e de ter passado por um tratamento de câncer de próstata.

Paulo Maluf também é suspeito em processos fora do Brasil.

A prisão foi decretada por Fachin na terça-feira; após rejeitar recursos propostos pela defesa do deputado. Fachin determinou que Maluf comece a cumprir imediatamente, em regime fechado, a pena de 7 anos 9 meses e 10 dias de prisão à qual foi condenado em maio.

Maluf foi condenado por dinheiro desviado de obras públicas e remessas ilegais ao exterior, por meio da atuação de doleiros. O custo total da obra foi de cerca de R$ 800 milhões.

A ação penal aberta no Tribunal Regional Federal da 3ª Região é remetida ao Supremo Tribunal Federal porque Maluf adquire foro privilegiado ao se eleger deputado em 2006.

Com a decisão, o político, que se apresentou à Polícia Federal na quarta-feira, deve ser transferido a qualquer momento para Brasília, onde deve cumprir pena por lavagem de dinheiro no Complexo Penitenciário da Papuda.

A 1ª Turma concluiu, em maio, por 4 votos a 1, que Maluf movimentou quantias milionárias em recursos ilícitos localizados em contas nas Ilhas Jersey.

Edition: