Petrobras deve ter investimentos de US$ 74 bi em quatro anos

O presidente Michel Temer disse, nesta quinta-feira, que se já houve malfeitos na Petrobras no passado, "foram eliminados" em seu governo.

Do total de recursos previsto no plano, US$ 60,3 bilhões serão destinados para exploração e produção. Entre 2013 e 2017, foi de US$ 236,7 bilhões, valor que caiu para US$ 220,6 bilhões entre 2014 e 2018, US$ 130,3 bilhões entre 2015 e 2019 - depois revisado para US$ 98,4 bilhões entre 2015 e 2019 e US$ 74,1 bilhões entre 2017 e 2021.

Para o ano que vem, a empresa prevê uma produção de 2,1 milhões de barris diários de petróleo, no Brasil, o que significa um aumento de 1,45% frente à meta de 2017 (2,07 milhões de barris/dia).

Em paralelo, a Petrobras prevê uma recuperação nos preços do petróleo Brent até 2022, saindo de uma média de US$ 53 por barril em 2018 para US$ 73 cinco anos depois.

A estatal manteve o mesmo foco de redução da alavancagem financeira em 2018. O indicador tenta mostrar em quantos anos a empresa conseguiria pagar seus débitos se destinasse a eles todo o caixa que gera. Ao fim do terceiro trimestre deste ano, a alavancagem da Petrobras ficou em 3,16 vezes.

A empresa de petróleo mais endivida do mundo também manteve um objetivo de dívida de 2,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) e manteve um objetivo de US $ 21 bilhões em desinvestimentos em 2017 e 2018. Outros US$ 13,1 bilhões irão para investimentos em refino e gás natural. "Essas iniciativas, associadas a uma geração operacional de caixa estimada em US$ 141,5 bilhões, após dividendos, permitirão à Petrobras realizar seus investimentos e reduzir seu endividamento, sem necessidade de novas captações líquidas no horizonte do Plano", disse a estatal.

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