Governador cassado do Amazonas é preso

Ele chegou com o comboio da PF e estava sem algemas, vestindo camisa azul clara social e subiu para o segundo andar da sede do órgão.

Na semana passada, durante a segunda fase da Maus Caminhos, nomeada de "Custo Político", foram presos ex-dirigentes do governo Melo: dois ex-secretários de Saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias, o ex-secretário de Administração e Gestão Evandro Melo - irmão de José Melo, o ex-secretário de Fazenda Afonso Lobo e o ex-secretário de Casa Civil Raul Zaidan, entre outros.

A PF também esteve em um salão de beleza de propriedade de Edilene Melo, mulher do ex-governador.

Segundo a PF, o objetivo da operação é investigar crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e de organização criminosa na área da Saúde do Estado.

A Polícia Federal do Amazonas cumpriu, na manhã desta quinta-feira (21) sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, em Manaus e Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana. Ele foi preso, na manhã desta quinta-feira (21),durante a operação "Estado de Emergência", que é um desdobramento da "Maus Caminhos". O ex-governador estava visivelmente abalado.

A Polícia Federal interceptou diálogo entre Mouhamad Moustafa e a advogada Priscila Marcolino, também denunciada no esquema de desvios na saúde, em que ele pedia a ela que sacasse R$ 200 mil, para que Mouhamad ficasse com R$ 500 mil em casa, pois havia recebido um pedido direto do "velhinho", termo utilizado por ele para se referir a José Melo.

O nome da operação é uma referência à situação de calamidade pública que se encontrava a prestação de serviços públicos de saúde no Estado, sendo decretado pelo então governador, em 31 de agosto de 2016, o estado de emergência econômica na saúde estadual, mês anterior à deflagração da primeira fase da Operação Maus Caminhos.

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