Chilenos votam em disputada eleição para escolher novo presidente

No primeiro, Piñera, da coalizão Chile Vamos, obteve 36,66% dos votos, e Guillier, da governista Nova Maioria, 22,68%.

Sebastián Piñera e Alejandro Guillier concorrem no segundo turno na eleição presidencial chilena que será decidida em um segundo turno equilibrado no domingo (17).

O resultado dependerá, sobretudo, do que decidirem os eleitores da Frente Ampla, que deu liberdade de decisão a seus seguidores, apesar de Sánchez ter anunciado que votará em Guillier.

Além disso, o senador é apoiado oficialmente pela Democracia Cristã, da candidata Carolina Goic, que ficou com 5,88% dos votos no primeiro turno, e pelo Partido Progressista, de Marco Enríquez Ominami, o escolhido de 5,72% dos eleitores em novembro.

O último comício do ex-presidente e atual candidato ocorreu na qinta-feira (14), marcado por uma promessa de "unidade", já que os chilenos esperam "mudanças profundas, mas bem feitas, baseadas no diálogo e não no confronto".

"Vou ser o presidente da unidade, da mudança, do progresso, do futuro e da esperança", disse Piñera.

"Se sente, se sente, Piñera presidente", gritava o público, majoritariamente feminino, procedente de muitos bairros periféricos de Santiago. Apesar disso, vários desacordos dentro do governo e uma economia quase estagnada escureceram seu legado.

Alejandro Guillier encerrou sua campanha com um comício em Santiago, ao lado do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Se mais eleitores forem às urnas, Guillier pode chegar ao Palácio de la Moneda.

"A história me colocou em um lugar que não procurei, mas aceito este desafio". "Guillier é um candidato muito fraco, mas todos os candidatos de esquerda estão se agrupando atrás de Guillier, porque existe um voto anti-Piñera muito forte no Chile", afirma o cientista político Patricio Navia, da Universidade de Nova York. Alguns até apostavam que o ex-presidente venceria sem a necessidade de segundo turno.

"Michelle Bachelet começou o caminho e precisamos consolidar este caminho, avançar em novos temas, em novos desafios".

Com isso, é mais fácil enxergar um crescimento de Guillier do que de Piñera, que está bem mais distante da Frente Ampla. Gullier atuou durante 30 anos como repórter, editor chefe e apresentador dos principais telejornais do país Chile.

A verdadeira batalha política travada no Chile agora é para tirar do sofá os chilenos que não votaram.

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