ONU vê, porta entreaberta, para negociação com a Coreia do Norte

"Porém, eles não nos ofereceram nenhum tipo de compromisso nesse ponto", afirmou Feltman.

Para ele, as autoridades norte-coreanas ainda precisam de algum de tempo para "digerir" as conversas e discutir a questão internamente. "Podemos falar sobre se é uma mesa quadrada ou uma mesa redonda, se isso é o que lhes entusiasma", disse Tillerson.

Tillerson disse na terça-feira que os EUA estão "prontos para conversar a qualquer momento em que a Coreia do Norte quiser conversar", aparentando se distanciar de uma demanda essencial dos EUA de que Pyongyang deve primeiro aceitar que quaisquer negociações terão que ser sobre desistir de seu arsenal nuclear.

Os vários disparos de mísseis pela Coreia do Norte e a reação dos Estados Unidos tem aumentado a tensão na península coreana e na região para níveis inéditos desde o final da guerra da Coreia (1950-1953). "Mas podemos ao menos nos sentar e ver um ao outro e então podemos começar a elaborar um mapa, um roteiro, daquilo que talvez estejamos dispostos a trabalhar".

A Rússia e a China têm defendido um diálogo com Pyongyang e chamado a atenção para o facto de serem contraprodutivas as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "destruir completamente" a Coreia do Norte em caso de ataque por parte do regime de Kim Jong-Un.

Esta proposta é tão mais surpreendente quando, há cerca de 15 dias, a Coreia do Norte lançou aquele que foi descrito como o seu míssil intercontinental mais poderoso, com capacidade para atingir os EUA.

"Vamos simplesmente nos reunir", disse Tillerson em um discurso no centro de estudos Conselho do Atlântico, em Washington, na terça-feira.

Antes da fala de Tillerson, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, prometeu desenvolver mais armas nucleares enquanto condecorava pessoalmente cientistas e autoridades que contribuíram para o desenvolvimento do ICBM mais avançado de Pyongyang, noticiou a mídia estatal nesta quarta-feira.

Porta-voz do Ministério da Unificação de Seul, Baik Tae-hyun disse que o diálogo pode ser positivo, caso contribua para se encontrar uma solução pacífica para o problema nuclear norte-coreano.

"A Coreia do Norte está a agir de uma forma pouco segura não só contra o Japão, a China e a Coreia do Sul mas contra o mundo inteiro", reforçou Sarah Sanders.

Edition: