"Mostramos ao mundo inteiro que Jerusalém não está desprotegida" — Presidente Erdogan

O mundo deve "reconhecer o Estado da Palestina e Jerusalém Oriental como sua capital", disseram esta quarta-feira os líderes dos 57 países muçulmanos reunidos em Istambul.

"Jerusalém é e sempre será a capital da Palestina", afirmou Abbas, ao pedir apoio dos colegas para excluir Washington das negociações de paz do conflito israelense-palestino.

O objetivo final é não descartar completamente os Estados Unidos, mas sim pressionar para que o projeto de paz que prometeram, desde que o republicano Donald Trump chegou ao poder há quase um ano, leve em conta os interesses dos palestinianos. Enfatizamos desde o primeiro momento em que esta decisão é nula ante a história e ante a consciência.

O presidente Erdogan disse: "A cúpula da OCI de hoje é uma mensagem histórica para mostrar o pior aspecto do passo provocativo da administração dos EUA".

Esta anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional e os palestinianos consideram Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado da Palestina.

Israel ocupa Jerusalém oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa. "Rejeitamos e condenamos firmemente a decisão irresponsável, ilegal e unilateral do presidente dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a suposta capital de Israel".

Os palestinos fariam melhor em reconhecer a realidade e agir pela paz, e não pelo extremismo, acrescentou o chefe de Governo.

A decisão de Trump provocou manifestações em vários países do Oriente Médio e confrontos nos Territórios Palestinos e em Jerusalém.

Nos últimos dias, pelo menos quatro palestinianos morreram e várias centenas de pessoas ficaram feridas.

Apesar da vontade da Turquia, muitos países da região reagiram até agora com moderação à decisão de Trump.

Na sua qualidade de presidente temporário da OCI, Erdogan exigiu que os Estados Unidos voltem atrás em relação a Jerusalém.

Entre os líderes que participam da cúpula também estão o rei da Jordânia, Abdullah II; o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al-Thani; e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que denunciou a delicada situação provocada pelos Estados Unidos que aumenta as tensões e violenta todos os acordos internacionais. O embaixador palestino, Riyad Mansour, que tem status de observador na ONU, disse que o texto exortará os EUA a anular a decisão sobre Jerusalém.

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