Maia e Eunício fecham acordo para votar reforma em fevereiro, diz Jucá

O governo de Michel Temer divergiu em relação à data de votação da reforma da Previdência após o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciar que a votação ficaria para fevereiro de 2018. "Mas o dia em que eu der uma data pode ter certeza que é a data da vitória da reforma da Previdência". Mas, por uma combinação entre os presidentes do Senado e da Câmara, será votado nesta quarta o Orçamento Federal.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reiterou, em São Paulo, que o governo mantém o objetivo de tentar votar a reforma de Previdência Social na Câmara dos Deputados ainda este ano. Então, a reforma vai aguardar mais alguns dias para ser votada: ou em fevereiro ou um entendimento entre os presidentes para uma convocação extraordinária.

Por se tratar de uma PEC, a medida precisa dos votos favoráveis de 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação.

Após as declarações de Jucá, auxiliares do presidente fizeram reuniões no Planalto e decidiram publicar a nota para mostrar que não há a intenção "de jogar a toalha" na "batalha" pela aprovação da proposta. Segundo o líder, a contagem está sendo feita pelo presidente Maia e os líderes da Câmara. "Vamos continuar fazendo avaliação [sobre a viabilidade de se votar a reforma o mais rápido possível] e partir daí vamos fazendo aquilo que for viável dentro do objetivo de aprovar a reforma da previdência, que é o fundamental para o país, para evitar riscos desnecessários", disse Meirelles a jornalistas na saída de um encontro com empresários na capital paulista na tarde de hoje. O governo admite não contar com o apoio necessário no momento, e se viu obrigado a adiar a votação da medida, anteriormente prevista para a próxima terça-feira.

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