Linhas de transmissão rendem R$ 15 bilhões

Nos leilões anteriores - mesmo o último, realizado em abril, considerado um grande sucesso pelo poder concedente -, foi encerrado sem que todos os empreendimentos fossem concedidos. Além do deságio maior, nesta segunda rodada os investidores chineses, que foram protagonistas do leilão anterior, não figuraram entre os vencedores.

O lote com o maior previsão de investimento é o de número 3, cujas linhas vão ligar os estados do Paraná e Tocantins e exigirão aportes da ordem de R$ 2,78 bilhões. Mas entre as empresas nacionais há quatro estreantes: Construtora Quebec, EEN Energia e Participações, Montago Construtora e as companhias que formam o consórcio BR Energia/ENING Energia (BREnergia Energias Renováveis, Brasil Digital Telecomunicações e Ening Engenharia e Comércio), indicaram as autoridades. A soma das receitas anuais a serem coletadas pelas vencedoras dos lotes estava fixada em R$ 1,5 bilhão, ao longo de 30 anos a partir da operação das linhas. A companhia ofereceu R$ 231,7 milhões para operar 1.146 quilômetros de extensão. Os investimentos previstos são de R$ 2,78 bilhões, os maiores do certame. "E, pensando no futuro, há dois lotes que permitem o escoamento de Belo Monte; mais cinco lotes serão importantes para o escoamento do Nordeste e Minas Gerais", enfatizou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Eduardo Azevedo Rodrigues, em coletiva à imprensa após o leilão. "Esse ano, tivemos contratados cerca de R$ 20 bilhões em leilões de transmissão". Os números são crescentes.

Todos os 11 projetos somam 4,9 mil quilômetros de novas linhas a serem construídas e operadas pelos 10 grupos vencedores.

Algumas disputas precisaram ser decididas no chamado leilão viva-voz, acionado quando o deságio oferecido pelo primeiro colocado não supera em 5% o do segundo ou de outros agentes.

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