Deputados querem impeachment de presidente do Peru

Opositores do partido fujimorista Fuerza Popular reuniram 27 assinaturas de um total de 130 congressistas, no qual Kuczysnki é minoria, para iniciar os trâmites para destituí-lo por "permanente incapacidade moral".

Durante a transmissão, o presidente pediu "o levantamento de meu sigilo bancário para que revisem tudo o que queiram e assumo todas as responsabilidades que derivam de minhas ações".

"Não vou me deixar ser amedrontado", assegurou o presidente, que começou o seu mandato de cinco anos em julho de 2016. Como presidente, ele não pode ser processado.

A acusação diz que Kuczynski recebeu cerca de US$ 5 milhões da filial peruana da Odebrecht, a H2Olmos, entre 2004 e 2014.

Kuczynski foi incitado pela oposição no Congresso a demitir-se do cargo devido às consultas alegadamente prestadas por uma empresa sua à Odebrecht, quando era ministro do ex-Presidente Alejandro Toledo (2001-2006).

A First Capital, constituída pelo empresário chileno Gerardo Sepúlveda, realizou, entre 2005 e 2013, consultorias para a Odebrecht estimadas em mais de US$ 4 milhões.

O chefe de Estado negou ter relação direta com a First Capital, embora tenha admitido que fez uma assessoria com eles para um projeto da Odebrecht, mas legalmente. O presidente peruano também disse que todos os pagamentos foram feitos para seu parceiro de negócios na Westfield Capital.

Segundo duas fontes, citadas pela Reuters, sob anonimato, em causa estão alegadas ligações do Presidente com a empresa Odebrecht.

A Operação Lava Jato é uma investigação que está a decorrer no Brasil, liderada pelo Ministério Público Federal, sobre um grande esquema de corrupção que envolve políticos, empresários, entre outros, e que tem ainda ramificações no estrangeiro. Um dia antes, ele deverá prestar depoimento à Procuradoria pelo mesmo motivo.

Com Força Popular (71), os esquerdistas da Frente Ampla (10) e do Novo Peru (10), além do Apra (5) e da Aliança para o Progresso (9), já há mais votos do que o necessário. "Ele teve a chance de renunciar e vivemos que ele não é capaz disso".

"O caso do Peru é de corrupção extrema".

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