Presidente da Alemanha descarta nova eleição

O líder do SPD, Martin Schulz, disse em Berlim que, "diante dos resultados das eleições, não estamos disponíveis para uma grande coalizão". Ela já descartou tocar a Alemanha com 'governo de minoria'.

Na manhã desta segunda, ela esteve com o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, para informar formalmente sobre o fracasso das negociações entre os partidos. Ele insinuou que precisaria de tempo para decidir sobre o apoio de seu partido, o SDP, que já governou o país com o CDU de Merkel, mas afirmou que passaria à oposição.

O euro baixou hoje face ao dólar, penalizado pela incerteza política na Alemanha, onde o partido da chanceler Angela Merkel não conseguiu apoio para formar uma coligação governamental.

"Meu ponto de vista é de que novas eleições seriam um melhor caminho", disse ela em entrevista à emissora ARD, reforçando que seus planos não incluem ser uma líder de um governo de minoria.

Evitar novas eleições é a palavra de ordem.

De fato, desde a fundação da República Federal da Alemanha, em 1949, este cenário jamais aconteceu: o país não tem maioria para ser governado. Esta segunda-feira, o deputado d'Os Verdes que tem estado presente nas negociações Jürgen Trittin, avançou a uma rádio que deverão ser convocadas eleições para perto da Páscoa. E certo é também que o presidente Steinmeier já deixou claro que não é adepto da convocação de novas eleições.

Após três rodadas de votos entre legisladores, caso ainda não haja um governo, será preciso convocar eleições. "Foi o FDP que se mostrou pronto para saltar fora", disse em declarações à televisao alemã.

O terremoto político é tal, em um país acostumado com compromissos políticos, que a revista 'Der Spiegel' escreveu que a Alemanha enfrenta seu "momento Brexit, seu momento Trump".

A Alemanha inicia consultas nesta terça-feira para tentar sair de uma encruzilhada política, após o fracasso das negociações para a formação de um governo entre conservadores, liberais e ecologistas. Angela Merkel, na passada segunda-feira, e depois de ter indicado que prefere ir a eleições a um formar um governo minoritário, apelou ao sentido de responsabilidade do SPD.

Merkel enfatizou que eles foram confrontados com a realidade do fracasso pré-negociação: "Amanhã falarei com o presidente e eu lhe darei informações sobre o estado". Mas também essa opção parece altamente improvável, visto que o SPD tem dito repetidamente que não vai renovar a aliança.

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