Ex-estagiário da PF é preso após acessar processos de traficante

Conforme a polícia, o estudante de direito, de 20 anos, foi preso na universidade onde estuda por volta das 8h30 desta segunda (20). Rocha é conhecido como "Cabeça Branca", foi preso em julho passado e é apontado pela Polícia Federal como o maior traficante da América do Sul.

Ao determinar a prisão, o juiz federal Nivaldo Brunoni afirmou que o ex-estagiário deve responder pelo crime de violação de sigilo funcional. Os agentes descobriram que o rapaz possui relacionamento direto e íntimo com parentes ligados ao traficante.

"Em face da prisão de um ex-estagiário da Justiça Federal de Londrina, cumpre informar que o Juízo da 23ª Vara Federal de Curitiba encaminhou à Polícia Federal relatórios extraídos do sistema EPROC referentes aos constantes acessos que estavam sendo realizados por usuário interno". Usando uma senha exclusiva e restrita para o trabalho, ele teria acessado ilegalmente o processo criminal referente à Operação Spectrum.

A quebra de sigilo permitiu identificar os usuários dos inquéritos policiais no momento exato do acesso.

A partir de então, instaurado o Inquérito Policial, as investigações levaram aos motivos do decreto da prisão temporária e buscas e apreensões, exarado no processo 5043421-59.2017.4.04.7000. O nome foi escolhido em referência ao controle da Polícia Federal, Justiça Federal e Ministério Público sobre os processos.

Ele era o primeiro da lista de procurados da PF e, segundo os policiais, tinha mais importância e influência que o colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia ou Fernandinho Beira-Mar. Logo em seguida o traficante foi enviado para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, um presídio de segurança máxima.

O grupo criminoso capitaneado por Cabeça Branca operava como uma estrutura empresarial, controlando e agindo desde a área de produção em regiões inóspitas e de selva em países como a Bolívia, Peru e Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil, fixando-se também em áreas estratégicas próximas aos principais portos brasileiros e grandes centros de consumo, dedicando-se à exportação de cocaína para Europa e Estados Unidos.

Edition: