Brasil abre 76.599 vagas formais em outubro, diz Caged

A agropecuária brasileira demitiu mais do que contratou em outubro.

O Ministério do Trabalho divulgou nesta segunda-feira (20), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para o mês de outubro, com o estoque de emprego formal no Brasil apresentando expansão.

No acumulado de janeiro a outubro, o saldo de empregos é de uma criação de 302,2 mil novos postos. A produção de cana-de-açúcar gerou 2894.

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve queda real de 1,13% em outubro ante setembro, para R$ 1.463,12, segundo dados do Caged. Registrou saldo positivo de 33.200 empregos, decorrente de 214.437 admissões e 181.237 desligamentos, sinalizando crescimento de 0,45% sobre o mês anterior. É o sétimo ano consecutivo de aumento das vagas com carteira assinada.

Em novembro, o resultado do Caged deve ser positivo, mas com um saldo menos expressivo que em outubro, segundo o coordenador-geral de estatística do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães. Outras 781.659 foram dispensadas. Ao todo, 1,187 milhão de pessoas conseguiram trabalho enquanto 1,111 milhão perderam seu emprego no mês passado. Segundo o ministério, o resultado foi positivo em 20 das 27 unidades da federação.

"São números que nos dão ainda mais certeza de que as medidas adotadas pelo governo colocaram o Brasil de volta nos trilhos do crescimento econômico", afirmou o ministro Ronaldo Nogueira, conforme nota divulgada pela pasta.

Por outro lado, apresentaram saldos negativos os setores da Construção Civil (-4.764 postos de trabalho), Agropecuária (-3.551 vínculos empregatícios), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (-729 empregos), Extrativa Mineral (-532 postos formais) e Administração Pública (-261 vínculos).

O resultado do mês passado demonstra, segundo Magalhães, que a economia "está entrando nos eixos", ao registrar o melhor patamar dos últimos 36 meses. Administração pública e setores da iniciativa privada registraram 12,514 milhões de contratações e 12,212 milhões de demissões no período.

Recorde no ano, o resultado também é o melhor para o mês desde 2013, quando foram criados 94,9 mil empregos.

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