Aluno teria se inspirado em Realengo e Columbine — GO

O delegado Luiz Gonzaga Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai), informou em entrevista coletiva que a coordenadora do colégio Goyazes impediu que o aluno se matasse e atingisse ainda mais colegas, já que ele tinha mais munição.

Os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, cujas idades ainda não foram divulgadas, morreram no local.

Dos quatro alunos feridos em Goiânia, três -duas meninas e um menino- estão no Hospital de Urgências de Goiânia. Ele então atirou em um colega que tinha como desafeto.

De acordo com Luiz Gonzaga, o adolescente agiu motivado pelo bullying que sofria de outro adolescente.

A escola particular de ensino fundamental tem em seu corpo estudantil crianças e adolescentes do 1º ao 9º ano, com idades entre 6 e 15 anos.

O crime ocorreu às 11h50.

O delegado informou também que o adolescente não quis entregar a arma ponto 40 utilizada para fazer os disparos, e que dois carregadores chegaram a ser utilizados.

A abordagem desse tema já estava prevista havia dias, contaram os alunos, e não se deveu ao ocorrido em Goiânia.

Assim que descarregou o cartucho, o aluno se preparava para recarregar a arma.

A maioria dos alunos e professores que estuda hoje na unidade não estava lá no dia do episódio. Como é inexperiente, o primeiro disparo atingiu a bolsa. Depois, ouvimos o barulho novamente e alguém gritou 'é tiro'. "Não consigo falar daquele dia sem começar a chorar", conta o carteiro Hercilei Antunes, de 51 anos, que mora em frente à antiga entrada da escola. "Ele pegou a arma ontem à noite sem ninguém ficar sabendo", disse. Ela contou que todos saíram correndo da sala. Eu segurei na mão da minha amiga e fui até a polícia.

O coronel da Polícia Militar Anésio Barbosa da Cruz informou que o autor dos disparos era alvo de chacotas de colegas.

"Ele disse que vinha sofrendo bullying, ou nas palavras dele, que um colega estava amolando ele".

Momentos antes do episódio, alunos entregaram jocosamente ao atirador um desodorante, como forma de ironizá-lo em razão do apelido de "fedorento" que haviam atribuído a ele. Embora o adolescente tenha afirmado que pegou a arma escondido e que não teve aulas de tiros com eles, os pais serão ouvidos e podem responder criminal e administrativamente.

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