Receita Federal arrecadou R$ 105.595 milhões em setembro de 2017

A arrecadação com o parcelamento especial de débitos tributários somou R$ 3,401 bilhões em setembro, de acordo com dados divulgados há pouco pela Receita Federal. Quanto às Receitas Administradas pela RFB, o valor arrecadado foi de R$ 103.890 milhões, que corresponde a um acréscimo real (IPCA) de 8,68% em relação a setembro de 2016, enquanto que, no período acumulado de janeiro a setembro de 2017, tal valor chegou a R$ 941.763 milhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 1,62%.

Considerando os nove primeiros meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 968,334 bilhões, alta de 2,44% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desse total, R$ 7,038 bilhões se referem a débitos tributários e R$ 3,947 bilhões a parcelamentos da dívida ativa.

O governo tomou uma série de medidas para conseguir fechar o ano com um rombo esperado de R$ 159 bilhões.

A arrecadação em setembro é a melhor para o mês desde 2015.

Pelo segundo mês seguido a arrecadação do governo apontou resultados positivos, o que está sendo interpretado pelo governo como uma recuperação das receitas públicas, na esteira de uma retomada da atividade econômica. Isso denota, segundo Malaquias, os efeitos da recuperação na atividade na arrecadação.

A arrecadação com Imposto sobre Importação e o IPI vinculado à importação somaram R$ 4,17 bilhões em setembro, o que representou um acréscimo real de 11,01% em relação ao mesmo mês do ano passado; a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e PIS/PASEP em conjunto arrecadaram R$ 24,33 bilhões, um aumento de 10,54%, e o IRPR (Imposto de Renda Pessoa Física) somou R$ 2.44 bilhões, registrando alta de 7,73%. Devemos verificar esse efeito em operações ligadas a esse setor, na área de autopeças e serviços, por exemplo.

A arrecadação de impostos ligados ao mercado de trabalho e à massa salarial também cresceram.

O técnico também atribuiu à ligeira melhora nos indicadores de emprego para explicar o aumento na arrecadação da receita previdenciária (+5,87%) e no Imposto de Renda retido na fonte (+10%).

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