PF cumpre mandados em nova investigação contra corrupção envolvendo Odebrecht e Petrobras

Os mandados foram autorizados pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância.

Na última quinta-feira (19), Luis Carlos foi condenado pelo magistrado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem. Ele é investigado por suposto recebimento de vantagem indevida na aquisição pela Petrobras da Refinaria de Pasadena.

Em desmembramento da Lava-Jato, a Polícia Federal (PF) do Paraná realiza na manhã desta sexta-feira (20) uma nova ação para apurar o pagamento de vantagens indevidas a executivos da Petrobras por meio do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht - conhecido como "departamento de propina" da empreiteira.

A PF diz que há indícios concretos de que um grupo de gerentes da Petrobras se uniu para beneficiar o Grupo Odebrecht em contratações com a petroleira, mediante o pagamento de valores de forma dissimulada em contas de empresas off-shores estabelecidas no exterior. Um mandado de busca a apreensão na residência de Djalma, na Praia de Boa Viagem, no Recife, foi cumprido.

A PF informou em nota que estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, um mandado de condução coercitiva, um mandado de prisão temporária, um mandado de prisão preventiva (ação penal), além de três intimações com a imposição de outras medidas cautelares. Nada foi apreendido no local.

"Os investigados responderão pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro", disse a Polícia Federal em comunicado. Na denúncia, Janot afirmou que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) foi apresentado ao dono da UTC, Ricardo Pessoa, por Djalma Rodrigues de Souza como um deputado que poderia ajudar a UTC a ganhar contratos no âmbito da chamada Petrocoque, controlada pela Petrobras.

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