Mais ministros serão exonerados para ajudar Temer na Câmara

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, em sessão realizada na última quarta-feira, o relatório a favor da inadmissibilidade da denúncia foi aprovado pela maioria dos deputados que integram o colegiado.

Mas a palavra final sobre o prosseguimento ou não processo para o Supremo Tribunal Federal (STF) cabe ao plenário da Casa, e a votação está prevista para o próximo dia 25.

O colegiado seguiu a opinião do parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), relator da denúncia.

EXONERADOS Foram exonerados os seguintes ministros hoje: Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Bruno Cavalcanti de Araújo, do Ministério das Cidades; Sarney Filho, do Meio Ambiente; Leonardo Picciani, do Esporte; Marx Beltrão, do Turismo; Maurício Quintella Lessa, dos Transportes; Mendonça Filho, da Educação; e Ronaldo Nogueira, do Trabalho.

Na quarta-feira (18), o presidente Michel Temer já havia exonerado Raul Jungmann, da Defesa, e Fernando Coelho Filho, de Minas e Energia.

Essa mesma estratégia foi usada quando a Câmara analisou a primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva. No entanto, os suplentes dos ministros exonerados são os deputados Severino Ninho e Creuza Pereira, ambos do PSB pernambucano e críticos do governo.

O requerimento será submetido à votação dos deputados, caso o plenário tenha a presença de pelo menos 257 parlamentares, quórum mínimo estabelecido pelo Regimento Interno da Câmara para votações.

O ministro da Defesa retornou à Câmara para apresentar emendas individuais ao Orçamento de 2018. O prazo termina nesta sexta (20).

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