IPCA-15 fica em 0,34% em outubro, ante 0,11% em setembro

A alimentação fora de casa subiu 0,18% no mês, com resultados que foram desde a queda de 2,18% em Brasília até o avanço de 2,67% na região metropolitana de Curitiba.

O maior impacto para o IPCA, no entanto, foi o gás de botijão, que teve alta no preço na ordem de 5,27% e influenciou o indicador da inflação em 0,07 p.p. Nos meses de setembro e outubro, a Petrobras anunciou três reajustes no valor do insumo aos distribuidores, sendo eles na ordem de 12,2% a partir de 06 de setembro; 6,90% a partir de 26 de setembro e 12,9% a partir de 11 de outubro.

Divulgado hoje (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 fechou o acumulado no ano (janeiro-outubro) em 2,25%, resultado que chega a ser 3,86 pontos percentuais inferior aos 6,11% do mesmo período do ano passado.

Os preços do gás de botijão e dos combustíveis pressionaram e a prévia da inflação oficial acelerou em outubro dentro do esperado, mas ainda abaixo da meta do governo e mantendo o caminho aberto para que o Banco Central continue reduzindo a taxa básica de juros.

Ainda assim, o IPCA-15 continuou abaixo da meta do governo para 2017, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A gasolina teve alta de 1,45% entre setembro e outubro, mesmo com a leve desaceleração em relação período anterior, quando a taxa foi de 3,76%. Pesou ainda o aumento de 7,35% nas passagens aéreas. Entre as regiões, os alimentos subiram em Curitiba (1,00%), Goiânia (0,28%), São Paulo (0,27%) e Fortaleza (0,18%).

Ainda no grupo de habitação, a taxa de esgoto impactou o resultado prévio da inflação para o mês de outubro. As famílias pagaram menos pelo alho (-9,88%), feijão-carioca (-5,95%), açúcar cristal (-3,63%) e leite longa vida (-3,52%). A nova queda foi menor que a de -0,94% de setembro. Por outro lado, as quedas mais intensas ocorreram na regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (-0,08%) e do Recife (-0,07%).

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