IGP-M desacelera alta a 0,30% na prévia de outubro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,30 por cento na segunda prévia de outubro, contra 0,41 por cento no mesmo período do mês anterior, diante do menor avanço dos preços no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Na mesma prévia de setembro, houve queda de 0,44%.

Os dados mostram que no período o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 0,36 por cento, depois de subir 0,63 por cento na segunda prévia de setembro. No dado fechado do mês passado, o IGP-M teve alta de 0,47%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (10,42% para -5,82%), bovinos (7,62% para 1,04%) e mandioca (aipim) (2,17% para -1,11%). Em contrapartida, registraram resultados positivos a soja, o milho e o café, todos em grãos, indo de respectivamente, - 066%, 4,70% e - 2,96% para 2,40%, 9,37% e - 0,30%.

Cinco das oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,86% para 0,40%.

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Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,25% para 0,22%), Despesas Diversas (-0,03% para 0,57%), Vestuário (0,31% para 0,80%) e Comunicação ( -0,08% para 0,28%). Nestas classes de despesa, destacaram-se: tarifa de eletricidade residencial, ao passar de 1,17% para 0,39%, cigarros, de 0,03% para 1,21%, roupas, 0,31% para 0,99% e tarifa de telefone móvel, de - 0,16% para 0,63%. Aqui, é importante evidenciar o comportamento dos itens gasolina, cuja taxa passou de 1,83% para 0,92%, passagem aérea, de 21,20% para 8,11% e artigos de higiene e cuidado pessoal, de - 0,25% para - 0,79%.

A inflação do Índice Nacional do Custo da Construção caiu de 0,22% na segunda prévia de setembro para 0,11% na segunda prévia de outubro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,63%. Já o índice relativo ao custo da mão de obra registrou variação de 0,05%.

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