Em atualização Caso dos e-mails: PJ faz buscas no Benfica

A Polícia Judiciária (PJ) fez buscas no Estádio da Luz, durante a manhã desta quinta-feira, no âmbito do chamado "caso dos emails". No inquérito investiga-se a prática, por parte de um suspeito, dos referidos crimes, relacionados com os denominados emails do Benfica.

E esta quinta-feira, confirmou a Procuradoria Geral da República, foram emitidos mandados de busca domiciliária e não domiciliária por suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva.

O clube encarnado já reagiu no site oficial do clube, em comunicado, onde esclarece que tomou conhecimento das buscas através da comunicação social.

Em nota, o Benfica se posicionou apontando que vê a operação "com a maior normalidade", destacando que desde o primeiro momento esteve disponível para repassar toda a informação necessária para os policiais.

O porta-voz da equipa de advogados do Benfica, João Correia, já tinha garantido que o clube não tinha sido constituído arguido e sublinhado que o clube continua a aguardar pelos resultados das queixas que apresentou contra os autores da divulgação do emails. "A operação encontra-se em curso, contando com a presença de quatro magistrados do Ministério Público, dois juízes de instrução e 28 elementos da PJ, incluindo inspetores e peritos financeiros e contabilísticos e informáticos", lê-se no comunicado da PGDL.

"Tendo em conta as insinuações e sugestões relativas a factos ilícitos alegadamente praticados pelo Benfica, o único meio de se comprovar se eles são verdadeiros ou falsos era que a Polícia Judiciária cá viesse".

"O sistema informático do Benfica foi invadido e isso é crime de violação de correspondência".

Já a revista Sábado acrescenta que as casas do comentador Pedro Guerra e do presidente do clube, Luís Filipe Vieira, também estão a ser alvo da operação.

Entre outras situações, o responsável dos 'dragões' revelou também a alegada partilha de mensagens de telemóvel do atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, na altura em que presidiu à Liga de clubes, entre o diretor de conteúdos da BTV, Pedro Guerra, e o ex-presidente da Assembleia-Geral da Liga Carlos Deus Pereira.

Na semana passada, o Tribunal Cível do Porto recusou dar razão ao Benfica no caso dos emails, ao pedir que o F. C. Porto fosse proibido de continuar a divulgar mensagens alegadamente comprometedoras.

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