Incêndios atingem Portugal e Espanha e deixam 30 mortos

As mortes em Portugal ocorreram em zonas com vegetação densa do centro e do norte do país, em meio a condições climáticas "excepcionais", disse a porta-voz Patrícia Gaspar, da Agência de Defesa Civil. Na vizinha Espanha, foram registradas ao menos três mortes também pelo fogo. Mas há previsão de tempo mais fresco em breve, o que deve dar alguma ajuda aos bombeiros que combatem as chamas. A funcionária complementou que há um número não confirmado de desaparecidos.

Em Portugal, mais de 100 focos de incêndio deixaram seis mortos e 25 feridos nesse domingo. Uma investigação independente concluiu na semana passada que as autoridades fracassaram em retirar a população de áreas de risco a tempo.

Uma prolongada seca e temperaturas de mais de 30º C, em meados de outubro, foram combustível para os atuais incêndios. O primeiro-ministro português, Antonio Costa, declarou "estado de catástrofe" no país, onde durante toda a noite 3,7 mil bombeiros lutaram para apagar 26 incêndios de grandes proporções.

Nas Astúrias, comunidade autônoma limítrofe com a Galícia, foram registrados 35 incêndios nas últimas horas, e a nuvem de fumaça e cinzas causadas pelo fogo das duas regiões já chegou à Cantábria, no norte da Espanha.

Ao menos 17 incêndios estavam próximos de áreas habitadas, muitos deles na província de Vigo.

Segundo a BBC, havia 145 focos de chamas em Portugal na manhã de segunda-feira - 32 considerados graves. Uma leve chuva era prevista e ajudaria no trabalho contra o fogo.

O chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, deve visitar a Galícia, sua região natal, depois de expressar suas condolências no Twitter.

Com informações da Associated Press.

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