Meirelles acredita na aprovação da reforma da Previdência este ano

Henrique Meirelles afirmou na tarde desta sexta-feira, em Washington, que considera normal a ameaça da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) de rebaixar a nota do Brasil se o país não aprovar a reforma da previdência. "Uma recomendação que acredito importante que tenha sido feita agora aos formuladores de políticas dos países desenvolvidos que estão de fato atentos a isso é qual seria o risco da economia global", disse o ministro.

"Nós temos dito -e várias vezes repetido- que a aprovação da Previdência é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo das contas públicas no Brasil, e que quanto mais cedo isso ocorrer, melhor", disse o ministro durante a Conferência Econômica sobre o Brasil, organizada pela Câmara de Comércio Brasil-EUA na capital americana. "A agência de rating faz o trabalho dela e nós fazemos o nosso". Ele afirmou que em duas semanas o Brasil já deve ter um novo nome para apresentar.

Questionado, durante sua palestra, se considerava ser possível privatizar a Eletrobrás no próximo ano, Meirelles se mostrou otimista.

De acordo com informações do G1, o ministro participou de uma sessão de perguntas e respostas durante encontro do Instituto para Finanças Internacionais em Washington, disse que seria mais simples e "mais conveniente" aprovar a reforma neste ano, uma vez que o país terá eleições presidenciais em 2018.

Eletrobrás e ativos como a Casa da Moeda e o aeroporto de Congonhas, pode ser concluída até o final do mandato do presidente Michel Temer.

O ministro ressaltou que apesar de a economia global estar em processo de recuperação, há riscos "baixos" de bolhas financeiras globais, que podem dificultar a concretização de um crescimento mais acelerado do PIB no médio prazo. "Quem sabe, na próxima semana", afirmou.

- O projeto está praticamente pronto e é um projeto muito bem fundamentado e estruturado, feito com a participação de um grande número de pessoas de diversos setores. Segundo ele, não é possível afirmar se o projeto é urgente sem uma avaliação da área política do governo, mas certamente, "do ponto de vista das empresas, é absolutamente fundamental".

O ministro foi questionado ainda sobre o afastamento do economista Paulo Nogueira Batista da função de vice-presidente executivo do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) - o banco do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). "É uma decisão exclusiva tomada pela diretoria do banco, que é autônoma, e depois simplesmente aprovada em termos finais pela Junta", disse, acrescentando que o banco "teve suas razões, e tudo bem".

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