Defesa pede liberdade de Nuzman

O maior temor do Comitê Olímpico Brasilero (COB) em meio à crise que culminou com a renúncia do presidente Carlos Arthur Nuzman, na tarde desta quinta (11), é o impacto que isso possa representar na preparação das equipes do País para os Jogos de Tóquio em 2020. O parecer foi do desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do TRF2.

Na segunda-feira, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, acatou um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou a prisão preventiva (sem prazo determinado) de Nuzman, o que motivou a ação da defesa. Ele é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para eleição da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A acusação o implica também no esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral.

A defesa de Carlos Arthur Nuzman vai ingressar, nesta terça-feira, com novo pedido de habeas corpus, em caráter liminar, pedindo a liberdade imediata do dirigente. A renúncia foi comunicada aos presidentes das confederações olímpicas brasileiras durante Assembleia Extraordinária na sede do COB, na Barra da Tijuca, através da leitura de uma carta assinada por Nuzman e entregue por um dos advogados dele, Sergio Mazzillio.

A decisão da Justiça considera que as decisões da primeira instância estão devidamente fundamentadas e que elas apontam o envolvimento de Nuzman na assinatura de contratos com empresas já relacionadas com o esquema criminoso envolvendo Sérgio Cabral.

Edition: