Carlos Arthur Nuzman renuncia à presidência do COB

A defesa de Gryner disse que não era mais necessário manter o diretor preso porque as medidas de urgência que fundamentaram a ordem de prisão já teriam sido cumpridas. Ele comandará a entidade até o fim do mandato, em 2020. Nuzman foi preso na última quinta-feira (5), durante a operação Unfair Play, no Rio de Janeiro.

- Este é um passo particularmente importante porque entendemos que é uma renúncia irrevogável do senhor Nuzman. O documento foi lido na Assembleia Geral Extraordinária do COB, que contou com representantes de todas as confederações nacionais.

Após a renúncia de Nuzman ser aceita, os dirigentes discutem agora a questão da sucessão no COB.

Pelo estatuto do COB, em caso de vacância da presidência, assume automaticamente o vice, que no caso é Paulo Wanderley, eleito na chapa de Nuzman. Entretanto, ainda não há data marcada para a votação, nem foram definidas as regras para as candidaturas. Estamos em contato agora com a nova liderança do Comitê Olímpico do Brasil e aguardamos mais informações.

Entre as modificações exigidas está a maior participação dos atletas na tomada de decisões da entidade.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) segue atento às ações envolvendo o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman. O prazo para a prisão temporária, de cinco dias, terminaria nesta segunda. O MPF aponta que a compra de votos para a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos em 2009, supostamente intermediada por Nuzman e seu braço-direito Leonardo Gryner, abriu oportunidade à realização de obras públicas que irrigaram um esquema de propinas na administração de Cabral. A acusação o implica também no esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral.

A Procuradoria Federal Pública da Suíça confirmou que apreendeu barras de ouro de Carlos Arthur Nuzman.

Os advogados também disseram que houve abuso durante as buscas e apreensões, que foram acompanhadas por autoridades francesas e pela imprensa.

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