América Latina vai crescer 1,2%; Brasil, 0,7% — Cepal

Depois de seis anos de desaceleração econômica e de uma retração de 1,3% em 2016, a América Latina e o Caribe crescerão 1,2% em 2017 e 2,3% em 2018, impulsionados por Brasil e Argentina, segundo dados apresentados nesta quarta-feira (11) pelo Banco Mundial.

Mas os economistas da instituição também alertaram que os elaboradores de políticas públicas terão que prestar atenção em formas de ampliar esse crescimento ao mesmo tempo que garantam a proteção para os mais vulneráveis na região.

O Banco Mundial alerta ainda para os riscos representados pela frágil situação fiscal dos países da região.

De uma forma geral, a Cepal revisou as projeções de crescimento econômico para a região neste ano e espera uma expansão média de 1,2% na América Latina e no Caribe neste ano, ligeiramente maior do que a previsto anteriormente.

O Brasil tem o sexto pior desempenho da região em 2017, empatado com o Equador e atrás de países como a Venezuela (-8%), Cuba (+0,5%) e Suriname (-0,2%), de acordo com estudo divulgado nesta quinta-feira, 12. Para 2018, as previsões do fundo são mais modestas, de avanço de 1,5%.

Végh afirmou ainda que, a médio prazo, a região poderá enfrentar um novo desafio com o aumento das taxas de juros nos EUA, que já estão se elevando e devem continuar assim, revertendo anos de juros extremamente baixos para estimular a economia após a crise global de 2008.

O economista-chefe do Banco Mundial citou como exemplo o Chile, que pode adotar medidas monetárias anticíclicas sem o "temor de piorar as coisas para os mais vulneráveis".

- A situação fiscal é bastante precária - disse Carlos Végh, economista-chefe para a América Latina do Banco Mundial. "É certo que os países da região ainda precisam fazer ajustes fiscais para se adaptar à nova realidade após a bonança das matérias-primas".

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