Temer deve revogar condição de refugiado de Battisti

Os advogados de Battisti acrescentaram: "diante dos recentes acontecimentos, restou notória e pública a existência de risco concreto, iminente e irreversível de expulsão do Paciente do País, razão pela qual reiteram o requerimento de medida liminar para que se determine a autoridade coatora sejam sobrestados o (s) procedimento (s) que tenham por objeto a extradição, deportação ou expulsão do Paciente, abstendo-se de praticar qualquer ato neste sentido, até que o E. Supremo Tribunal Federal examine o mérito da impetração". No final de setembro, os advogados de Battisti também haviam impetrado um habeas corpus no STF contra a tentativa de rever uma decisão, tomada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2010 de conceder a ele status de refugiado no Brasil, para extraditá-lo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A estratégia inicial do Planalto seria esperar a apreciação do STF antes de assinar o decreto de extradição.

Cesare Battisti foi preso por evasão de divisas, na semana passada, ao tentar atravessar a fronteira com US$ 5 mil (cerca de R$ 16 mil) e 2 mil euros (R$ 7,3 mil) em Corumbá - a 428 quilômetros de Campo Grande. O italiano disse que sua intenção era comprar artigos de pesca, uma jaqueta de couro e vinho em um shopping que acreditava ficar em uma "zona internacional" que não pertenceria ao país vizinho. Ele negou que estava tentando fugir do país e conseguiu um habeas corpus para deixar a prisão.

Cesare Battisti fugiu para o Brasil em 2004 e recebeu refúgio político em 2007.

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