Libertada família ocidental retida pelos talibãs desde 2012 no Afeganistão

Os dados iniciais sobre este caso indicaram que duas das três crianças do casal tinham nascido em cativeiro, informação que foi entretanto corrigida por fontes oficiais norte-americana que indicaram que todas as crianças do casal nasceram durante o período de cativeiro, que durou cinco anos.

O Exército paquistanês não divulgou a identidade das pessoas resgatadas, mas poderia se tratar do canadense Joshua Boyle e sua mulher, a americana Caitlan Coleman, sequestrados em 2012 pelos taleban durante uma viagem ao Afeganistão.

O casal foi raptado pela rede Haqqani (grupo armado aliado dos talibãs e responsáveis por vários ataques contra as forças estrangeiras e locais no Afeganistão) em 2012 quando viajavam pelo território afegão.

A libertação desta família foi anunciada hoje pelo exército do Paquistão, que indicou que a operação de resgate contou com a colaboração dos serviços de inteligência norte-americanos.

"Ontem (quarta-feira, 11), o Governo americano, em coordenação com o Governo paquistanês, obteve a libertação da família Boyle-Coleman", declarou Trump.

Um casal canadense-norte-americano sequestrado e seus três filhos nascidos em cativeiro foram libertados no Paquistão quase cinco anos depois de serem raptados no vizinho Afeganistão, disseram autoridades paquistanesas e norte-americanas nesta quinta-feira. A filha mais nova tem apenas dois meses. "A operação das forças paquistanesas, com base nas informações das autoridades dos EUA, foi coroada com o sucesso". A família apareceu em dezembro de 2016 em um vídeo dos insurgentes afegãos pedindo ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama que os resgatasse.

"Todos os reféns foram resgatados em segurança e serão repatriados aos países de origem", frisaram os paquistaneses em nota, sem detalhar o paradeiro atual da família ou a data prevista para o retorno.

"A cooperação do governo paquistanês é um sinal que este honra as exigências dos Estados Unidos para que faça mais para melhorar a segurança na região", acrescentou Donald Trump. "Nós esperamos que este tipo de cooperação e trabalho em equipe ajude a assegurar a libertação dos reféns remanescentes e nas futuras operações antiterroristas em conjunto", destacou o presidente no comunicado.

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