Demanda máxima de energia pode cair 4% com horário de verão — Cemig

GERALPublicado em 12/10/2017 às 01:46:22No próximo domingo, 15 de outubro, à meia-noite, terá início a 42ª edição do Horário de Verão (HV). A estimativa corresponde a 350 megawatts (MW) de potência, volume suficiente para abastecer a demanda de pico de um município de 800 mil habitantes, equivalente à soma da população das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas. Com relação ao consumo de energia, a redução esperada é de até 0,5%, que representa cerca de 110 mil megawatts-hora (MWh), suficiente para abastecer Belo Horizonte por nove dias.Para os consumidores comerciais e residenciais, a Cemig estima que o consumo de energia pode reduzir até 5%, devido ao menor tempo de utilização da iluminação artificial.

Segundo o governo federal, a ideia é que as três regiões aproveitem o máximo de luz solar, para economizar energia elétrica, até o dia 18 de fevereiro de 2018, quando acaba oficialmente o horário de verão.

Ainda assim, o engenheiro de planejamento energético da Cemig, Wilson Fernandes Lage, defende que a medida tem como objetivo aumentar a segurança da operação do sistema elétrico brasileiro e salienta que a alteração do horário não tem relação com o aumento do consumo de energia decorrente das altas temperaturas. "Sem o Horário de Verão, este fato poderia causar um pico de demanda elevado entre 18h e 21h, em uma época do ano em que o sistema é comumente submetido a severas condições operativas de demanda", explica o gerente do Departamento de Comercialização da Celesc, Gustavo Rocha.

O ONS aponta que no horário de verão praticado em 2016/2017 a economia foi de R$ 159,5 milhões, valor abaixo período de 2015/2016, que foi de R$ 162 milhões. A economia foi atribuída à redução do uso das usinas térmicas durante o período. Com informações do Estadão Conteúdo.

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