Trump buscou aumentar consideravelmente arsenal nuclear dos EUA, diz NBC

No entanto, o acordo tem provocado um aceso debate no seio da própria administração dos Estados Unidos, com alguns altos funcionários a defenderem-no no interesse de evitar uma nova escalada de tensões com Teerão.

O Presidente norte-americano tem criticado repetidamente o pacto - considerado histórico -, qualificando-o como "o pior acordo" que já viu. Trump veio já desmentir as acusações e interrogou-se sobre a possibilidade de suspender licenças de informação, uma sugestão que vários utilizadores estão a comparar a censura e uma medida contra a Constituição norte-americana. Não há uma expansão planejada de armas nucleares, informou a NBC. Esta década marca a altura em que a corrida ao armamento nuclear estava ao rubro, devido à constante ameaça de uma guerra nuclear entre as duas super-potências da altura - União Soviética e EUA. A informação é da emissora "NBC News". "A falsa NBC News inventou uma história de que eu queria aumentar nosso arsenal nuclear".

Ali Akbar Salehi, que falava numa conferência internacional sobre segurança nuclear, frisou que as recentes posições norte-americanas "ilusórias e negativas" não permitem "augurar nada de bom" em relação ao acordo.

Washington, 11 out (Lusa) - O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou na terça-feira ao telefone com a primeira-ministra britânica, Theresa May, "formas de negar ao Irão todos os caminhos em direção a uma arma nuclear", informou a Casa Branca.

Em Dezembro defendeu no Twitter que os Estados Unidos "devem reforçar fortemente e aumentar a sua capacidade nuclear" e em Janeiro pediu numa ordem executiva que fosse analisada a necessidade de modernizar o arsenal nuclear dos Estados Unidos para garantir que o seu poder dissuasor se mantém.

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