José Sócrates acusado de 31 crimes

Concretamente, o ex-governante foi acusado "pela prática de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político (3), branqueamento de capitais (16), falsificação de documento (9) e fraude fiscal qualificada (3)".

O Ministério Público deduziu as seguintes acusações contra Santos Silva: "pela prática de crimes de corrupção passiva de titular de cargo político (1), corrupção activa de titular de cargo político (1), branqueamento de capitais (17), falsificação de documento (10), fraude fiscal (1) e fraude fiscal qualificada (3)". Um de corrupção ativa de titular de cargo político, dois de corrupção ativa, nove de branqueamento de capitais, três por abuso de confiança, três por falsificação de documento e três de fraude fiscal qualificada.

O antigo presidente da PT Zeinal Bava está acusado de cinco crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada.

Por sua vez, o antigo líder do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado está acusado de 21 crimes.

A investigação incide sobre factos que tiveram lugar entre 2006 e 2015, período durante o qual ficou indiciado que os arguidos que exerciam funções públicas, tendo em vista a obtenção de vantagens, agiram em violação dos deveres funcionais.

Segundo a acusação, o ex-primeiro-ministro recebeu mais de 24 milhões de euros que passaram por contas e fundos na Suíça disponibilizados por Joaquim Barroca Carlos Santos Silva.

"A actuação do arguido José Sócrates, na qualidade de primeiro-ministro e também após a cessação dessas funções, permitiu a obtenção, por parte do Grupo LENA, de benefícios comerciais".

O arresto da mansão em Paris também foi solicitado pela equipa do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no âmbito da "Operação Marquês", e servirá como garantia do pagamento de alegados impostos em atraso pelo ex-primeiro-ministro.

José Luís Ribeiro dos Santos: 1 crime de corrupção ativa e 1 de branqueamento de capitais. A filha de Armando Vara, Bárbara Vara, está acusada de dois crimes, pela prática de branqueamento de capitais. Das pessoas próximas do ex-primeiro-ministro foi ainda acusada Sofia Fava, ex-mulher de Sócrates, dos crimes de branqueamento de capitais e falsificação de documento. Os arguidos João Abrantes Serra, Joaquim Paulo da Conceição e Paulo Lalanda e Castro não foram acusados, assim como a empresa Rentlei - Automóveis e Turismo SA.

Devido à dimensão da Operação Marquês, o Ministério Público decidiu extrair 15 certidões para que alguns factos possam ser investigados em processos autónomos.

Ao longo do inquérito foram efetuadas cerca de duas centenas de buscas, inquiridas mais de 200 testemunhas e recolhidos dados bancários sobre cerca de 500 contas, quer domiciliadas em Portugal quer no Estrangeiro.

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