Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e atrizes acusam Harvey Weinstein de assédio

Harvey Weinstein, um dos maiores produtores de Hollywood das últimas décadas, foi expulso da sua própria companhia, a The Weinstein Company, na sequência de várias acusações de assédio sexual. Na ocasião, ele a tocou e sugeriu que eles fossem fazer massagens.

Gwyneth contou ter resistido às investidas de Weinstein e revelou o assédio a Brad Pitt, seu namorado à época.

A reportagem da New Yorker relatou que algumas das 13 mulheres também haviam falado com e sem anonimato ao New York Times.

Os homens em posições de poder se safam por muito tempo. "Foi brutal", ela disse, temendo perder o papel em "Emma" e pedindo para ele que mantivesse uma atitude profissional.

Jolie contou que foi assediada pelo produtor em um quadro de hotel durante a divulgação do filme "Corações Apaixonados", em 1999. "Este comportamento em relação às mulheres é, em qualquer setor, em qualquer país, inaceitável", ressaltou. Ela havia sido chamada pelo produtor Harvey Weinstein para fazer uma personagem no filme "Emma".

"Eu tive que comparecer ao quarto de hotel dele no Savoy e ele abriu a porta de roupão". Eu tinha apenas 18 anos.

Nesta terça-feira (10), a atriz britânica Romola Garai também relatou (10) que se sentiu "violentada" após uma reunião com o produtor, em mais um depoimento sobre violência sexual.

No mesmo artigo, quatro outras mulheres dizem que Weinstein lhes tocou sem consentimento de uma maneira "que poderia ser classificada como assédio".

"Eu tive uma experiência com Harvey Weinstein quando era jovem e, como resultado, escolhi jamais trabalhar com ele novamente, e avisei outras mulheres quando elas trabalharam", disse Jolie ao "New York Times". Ele pediu para que ela fizesse massagem em seus pés, e a obrigou a receber sexo oral, ainda que ela pedisse para ele parar. Ela revelou ter ficado calada por medo de ser "esmagada". Segue-se a Roger Ailes, diretor da Fox News, forçado a demitir-se em julho de 2016, ao apresentador de notícias Bill O'Reilly, despedido em abril deste ano, e aos processos de abuso sexual contra Bill Cosby instaurados por 50 mulheres e que serão alvo de segundo julgamento em 2018. Ou melhor, fizeram. Elas foram dispensadas de projetos da companhia e encontraram portas fechadas em outros lugares. "À luz de novas informações sobre a má conduta de Harvey Weinstein que surgiram nos últimos dias, os diretores da The Weinstein Company - Robert Weinstein, Lance Maerov, Richard Koenigsberg e Tarak Ben Ammar - determinaram e informaram Harvey Weinstein de que seu emprego na companhia acabou", declarou a diretoria da empresa em uma nota citada por jornais norte-americanos.

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