PF conclui inquérito e acusa irmãos Batista de manipulação de mercado

A Polícia Federal informou nesta terça-feira que concluiu inquérito que investiga os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da processadora de carne JBS, por uso de informações privilegiadas e manipulação de mercado.

Joesley e Wesley Batista, que tiveram pedido de liberdade negado no final de setembro pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negam terem cometido qualquer irregularidade no mercado financeiro.

A PF afirma que o indicativo essencial do uso de informação privilegiada pelos irmãos Batista é o Termo. O relatório foi entregue segunda-feira ao Ministério Público Federal (MPF).

Joesley Batista foi indiciado no dia 20 de setembro pela autoria dos crimes de manipulação de mercado e uso indevido de informação privilegiada, previstos na Lei 6.385/76, com abuso de poder de controle e administração, em razão do evento de venda de ações da JBS S/A pela FB Participações, controladora desta última. Eles tinham expectativa no futuro de que as informações viriam a público. "E aí, quando as informações vieram a público, eles auferiram lucro", disse o delegado responsável pelo caso, Edson Garutti.

Os magistrados entenderam que ficou comprovado que os empresários, cientes que a delação premiada seria divulgada na mídia, aproveitaram para lucrar com a compra e venda ações das empresas controladas pelo grupo JBS e J&F.

De acordo com o jornal, o relatório, que contém 100 páginas, reafirma a posição de mandante de Wesley Batista nas negociações de câmbio.

Além desse inquérito, Joesley também tem um mandado de prisão contra ele em outro processo, que apura uma suposta omissão em sua delação premiada.

O pedido de habeas corpus elaborado pela defesa dos irmãos Wesley e Joesley Batista foi negado pela Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Edition: