O que pode acontecer hoje — Catalunha

Um porta-voz de Puigdemont afirmou que ele pediu para comparecer ante os legisladores para informar "sobre a atual situação política".

Bruxelas, Bélgica -O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu nesta terça-feira (10) ao presidente catalão, o separatista Carles Puigdemont, que não tome uma decisão sobre a declaração de independência e retorne "ao diálogo possível" com Madri.

Os protestos fazem pressão sobre Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, para que ele abandone seu projeto de declarar independência de modo unilateral.

"A declaração de independência, a que nós chamamos declaração unilateral de independência, está prevista na lei do referendo, como uma aplicação dos resultados".

A lei catalã que determinou a realização do referendo diz que o Parlamento da Catalunha deve declarar a independência da região dentro de 48 horas após uma proclamação de vitória do "sim" pela comissão eleitoral da Catalunha.

Sob o lema "Avancemos ao lado das nossas instituições!"

A polícia catalã, armada com fuzis automáticos, montou guarda no Parc de la Ciutadella, em Barcelona, que abriga o Parlamento regional;.

As autoridades já instalaram um perímetro de segurança na zona - com uma vedação tripla - para proteger os deputados regionais.

Este fim-de-semana, numa entrevista ao El País, Mariano Rajoy disse que o Governo tudo fará para impedir que a declaração da independência resulte em algo concreto. A secessão da região foi aprovada em um plebiscito não reconhecido pelo governo espanhol em 1º de outubro.

Este artigo permite a suspensão de uma autonomia e dá ao governo central poderes para adotar "as medidas necessárias" para repor a legalidade.

Entretanto, a Polícia Nacional já recebeu ordens judiciais para assegurar a vigilância e segurança do edifício do tribunal.

Por outro lado, o grupo "Recortes Cero" está a organizar uma manifestação contra a "declaração unilateral de independência" por considerar que se trata de uma "imposição antidemocrática".

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