Governo pede a líder catalão para não começar nada que seja irreversível

"Creio que Rajoy terá força para fazer um xeque-mate ao independentismo, entre outras coisas porque Puigdemont quer declarar a independência de forma unilateral, sem nenhum tipo de reconhecimento internacional e saltando todas as regras".

O referendo, considerado ilegal pela Justiça espanhola, deu vitória ao "sim" pela independência, com 90% dos votos.

Passados 10 dias de seu plebiscito separatista, chegou a "hora da verdade" para a Catalunha.

No entanto, caso a declaração unilateral de independência se confirme, não restará a Rajoy, líder de um governo de minoria e impopular, outra coisa que não acionar o artigo 155 da Constituição, uma decisão que necessita do aval do Senado, onde o primeiro-ministro tem os números necessários para aprová-la.

Sob o lema "Avancemos ao lado das nossas instituições!"

As autoridades já instalaram um perímetro de segurança na zona - com uma vedação tripla - para proteger os deputados regionais.

Face a esta possibilidade, o presidente espanhol, Mariano Rajoy, já disse ao El País que Madrid "fará tudo o que for preciso", com "mão firme e sem complexos" para impedir a independência da Catalunha. Esta medida se baliza na suspensão de algumas competências da autonomia e segundo o mandatário permite ¨outras ações para restaurar a democracia¨.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu que o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, não declare a independência da região e que busque o diálogo com o governo central da Espanha.

Na Catalunha estão já milhares de efetivos da Polícia Nacional espanhola e da Guarda Civil, que foram chamados a agir face à passividade da polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra, no dia do referendo.

Colau, eleita por uma coligação das esquerdas, sublinhou que o presidente da Generalitat é um "homem de princípios" e pediu-lhe que pense no conjunto da Catalunha e não se precipite, para evitar que a coesão social fique em perigo.

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