FMI melhora previsão de crescimento do Brasil para 2017 e 2018

No relatório sobre a economia mundial publicado esta terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) antecipa um crescimento de 2,1% para 2017, mais duas décimas do que a última previsão feita pelo organismo.

"No Brasil, um potente comportamento das exportações e um menor ritmo de contração na demanda interna permitiu à economia voltar ao crescimento positivo no primeiro trimestre de 2017, após oito trimestres consecutivos de queda", indicou o FMI em seu relatório de Perspectivas Econômicas Globais. O mesmo se repetirá em 2018: alta de 1,5% do PIB do Brasil, maior apenas que a evolução de 0,6% esperada para o Equador e uma nova recessão de 6% para a Venezuela.

"Um aumento nas colheitas e uma melhoria no consumo, possibilitada pelo acesso dos trabalhadores às suas poupanças, levou a uma revisão em alta de meio ponto percentual face às previsões de abril", alegaram os peritos do FMI.

No entanto, a fraqueza nos investimentos e as incertezas políticas ainda são apontadas pelo FMI como dificuldades previstas para a economia em 2018.

- Uma restauração gradual da confiança - com reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal sendo implementadas ao longo do tempo - deve aumentar o crescimento para 2% no médio prazo - estima o documento.

O FMI melhorou também as projeções para a economia mundial, prevendo que cresça 3,6% este ano e 3,7% no próximo, refletindo uma aceleração da atividade em todas as regiões exceto no Oriente Médio. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 0,3% para 0,7% e, para 2018, de 1,3% para 1,5%.

Por outro lado, as economias desenvolvidas deverão crescer 2,2% este ano (acima dos 2% antecipados já desde abril) e, para 2018, espera-se um crescimento de 1,9% neste grupo de países (igual ao esperado anteriormente). Em ambos os casos, as contas vieram agora 0,1 ponto percentual maiores do que o levantamento de julho passado.

Apesar desta melhoria no crescimento em 2017, Portugal ainda está longe do grupo das economias da zona euro com crescimentos mais elevados, acima de 3%, onde se encontram 11 países membros da moeda única - Malta, que lidera com 5,1%, Irlanda, Estónia, Eslovénia, Luxemburgo, Letónia, Lituânia, Chipre, Eslováquia, Espanha e Holanda, por ordem decrescente da taxa de crescimento do PIB.

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