Produção de veículos no Brasil cai 9,2% em setembro

Em setembro de 2017, os índices de vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias registraram a comercialização de 4.358 unidades, queda de 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 4.853 máquinas. Cresceram 55,7% de janeiro a setembro ante o mesmo período de 2016: 566, 26 mil ante 363, 68 mil veículos. Em setembro, o salto na produção foi ainda maior, 39, 1% em relação ao mesmo mês de 2016: 170, 3 mil veículos contra 236, 9 mil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos cresceram 24,5% sobre o mesmo mês de 2016 e acumulam alta de 7,4% no ano. No mês passado, foram vendidas 199.211 unidades, queda de 8% em relação a agosto. No período foi registrada uma alta de 52,2% no volume embarcado, totalizando pouco mais de 60 mil unidades. "Foi o pior mês de 2016", afirmou Rogelio Golfarb, vice-presidente da Anfavea. "Foi influenciado por uma assimilação positiva do mercado da América do Sul, como Argentina, México, Uruguai e Colômbia", disse. Já em comparação com setembro do ano passado, quando foram produzidas 5.174, houve queda de 14,2%. Não houve variação em relação a agosto.

As projeções de resultados para o final do ano, revistas no mês passado, têm como expectativa aumento de vendas, de 7,3%; alta na produção, de 25,2%; e nas exportações, de 43,3%. Esses funcionários estavam em algum tipo programa de flexibilização da produção, como lay off e Programa Seguro Emprego (PSE). "Isso mostra que esses instrumentos são importantes em tempos de crise e que, à medida que percebemos a retomada, os funcionários são reintegrados à produção", comentou Golfarb.

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