IPCA desacelera e repete cenário benigno de setembro de 2016, projetam analistas

A inflação de setembro pode ter registrado, pelo segundo ano seguido, o resultado mais baixo para o mês em quase duas décadas. Esta é a menor taxa acumulada setembro desde 1998, quando registrou-se 1,42%. Em setembro, os gastos médios no grupo de alimentação e bebidas caiu 0,41%. A variação foi fortemente impactada por itens importantes no consumo das famílias, como as carnes, que passaram de menos 1,75% para 1,25% e as frutas, de -2,57% para 1,74%. Em agosto, o custo havia fechado em R$ 1.055,18.

Por outro lado, outros alimentos sofreram queda mais intensa: o tomate (-11,01%), o alho (-10,42%), o feijão-carioca (-9,43%), a batata-inglesa (-8,06%) e o leite longa vida (-3,00%). Em agosto, a bandeira tarifária vigente era a vermelha, que contava com um adicional de R$ 0,03 a cada Kwh consumido. O litro da gasolina ficou em média 2,22% mais caro em setembro na comparação com agosto. No primeiro, há o impacto do reajuste de 12,20%, em média, no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13 kg, que está em vigência desde o dia 6 de setembro.

"Isso foi a redução na tarifa de ônibus no Rio de Janeiro, que passou de R$ 3,80 para R$ 3,60, em 2 de setembro", disse Fernando Gonçalves, gerente da Coordenação de Índices de Preços do IBGE. No grupo Transportes, as passagens aéreas pressionaram um pouco.

Já nos últimos 12 meses, o índice recuou para 1,63%, ficando abaixo do 1,73% nos 12 meses imediatamente anteriores. Segundo o IBGE, as variações acumuladas no ano e em 12 meses são as menores para um mês de setembro desde o início do Plano Real.

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