Postalis sofrerá intervenção — Correios

O governo decretou a intervenção no fundo de pensão dos funcionários dos Correios por 180 dias.

Na intervenção, a Previc afasta membros da diretoria executiva, do conselho deliberativo e do conselho fiscal.

O Postalis é um dos maiores fundos de pensão do País, com quase 200 mil participantes. Assim como outros grandes fundos de estatais, Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), vem sofrendo com efeitos de ingerência política e má gestão. Atualmente, a contribuição adicional acumulada é de 17,92% dos vencimentos mensais.

O Postalis tem dois planos de previdência, o mais antigo é que registra déficit, de R$ 7,4 bilhões.

A portaria da Previc não detalha os motivos da decisão.

O Postalis é a quinta entidade de previdência complementar que foi alvo de intervenção da Previc, o xerife do setor.

O órgão também cria uma comissão de inquérito para investigar as irregularidades em um prazo de quatro meses, que podem ser prorrogados.

Walter de Carvalho Parente foi indicado como interventor.

A direção do Postalis é indicada pela diretoria dos Correios. Os pagamentos aos beneficiários do Postalis continuam normalmente. Os últimos três alvos foram Geap, dos funcionários públicos federais, Serpros, dos servidores da área de processamento de dados, e Eletroceee, da Companhia Estadual de Energia Elétrica.

Os Correios não se manifestaram sobre a decisão.

Ao fim do primeiro semestre, segundo a Previc, os fundos acumulavam deficit técnico de R$ 77,2 bilhões.

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