Brasil fecha mais empresas do que abre, aponta o IBGE

Em 2014, as entradas totalizaram 6,9 mil, enquanto as saídas chegaram a 8,2 mil. No ano seguinte, foram 7,1 mil novas empresas, contra 6,5 mil fechadas.

A proporção de empresas que deixaram de produzir ou abandonaram o mercado teve forte queda em 2015, apesar da recessão econômica, mostrao IBGE. Naquele ano, o PIB (soma de todos os bens e serviços produzidos no país), caiu 3,8%, no pior resultado em 25 anos. No conjunto, elas perderam mais de 1,5 milhão de postos de trabalho.

Os dados fazem parte da Pesquisa Demografia de Empresas, realizada pela primeira vez em 2008. Houve 5 mil fechamentos a mais que aberturas. Segundo o levantamento, 97,7% do pessoal ocupado assalariado no ano de 2015 estava nas empresas sobreviventes; 2,3%, nas empresas recém-criadas; e 1,5%, nas empresas que saíram do mercado.

A eles, as empresas brasileiras cadastradas no Cempre pagaram R$ 673,3 bilhões. O total de companhias ativas passou de 4,557 milhões em 2014 para 4,552 em 2015, baixa de 0,01%.

Com relação a postos de trabalho, as empresas ocupavam 40,2 milhões de pessoas, sendo 33,6 milhões (83,6%) como assalariadas e 6,6 milhões (16,4%) na condição de sócio ou proprietário.

Segundo o IBGE, o segmento de comércio e de reparação de veículos automotores e motocicletas foi o que mais registrou fechamento de empresas em 2015. Foram criadas 276,1 mil empresas dessas áreas.

No total das empresas, o salário médio mensal foi de R$ 2.419,21 para os homens e de R$ 1.770,08 para as mulheres. Segundo a pesquisa, não houve variação da média salarial em 2015 na comparação com o ano anterior. Naquele ano, o Brasil encerrou mais empresas do que abriu.

"Pela primeira vez estamos vendo uma queda do pessoal ocupado pela pesquisa".

As empresas ativas em 2015 tinham 5 milhões de unidades locais (endereços de atuação das empresas).

Cinco anos após serem criadas, pouco mais de 60% das empresas já fecharam as portas. Destas, 551,2 mil (75,1%) sobreviveram um ano, 461,5 mil (62,9%), até dois anos; 395,4 mil (53,9%), três anos; 326,8 mil (44,6%), quatro anos e 277,2 mil (37,8%) sobreviveram até 2015.

Do total de empresas ativas no país, 84,4% (3,8 milhões) eram sobreviventes (com mais de um ano de operação), 15,6% correspondiam a entradas (708,6 mil), das quais 10,7% referentes a nascimentos (485,4 mil) e 4,9% a reentradas (223,3 mil). Do total de empresas ativas, a taxa de sobrevivência foi de 84,4%; a taxa de entrada, 15,6%; e a taxa de saída, 15,7%.

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