Vacina da Zika disponível em dois anos — Ministro da saúde

O Brasil quer antecipar a fase de testes em humanos da vacina contra o vírus da zika, que estava previsto para ter início em um ano, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira, 26, em Washington.

O ministro participou de conversa com o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Tom Price, na terça, dia 26 de setembro. Isso deve ocorrer por meio de contrato entre a empresa americana GE Healthcare e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, no futuro, deve ser responsável direta pela produção do imunizante.

Questionado sobre o custo para a produção da vacina em parceria com a empresa norte-americana, o ministro disse que "os valores são modestos" e que não há uma previsão orçamentária ainda, porque o contrato não foi concluído.

Na fase 3 os testes da vacina são feitos em humanos, etapa final antes da liberação da vacina a população em geral.

- Vamos poder apresentar ao mundo resultados do acompanhamento das crianças afetadas, várias delas com o benefício de prestação continuada: mais de duas mil recebem um salário mínimo por mês para que as famílias possam dar o devido acompanhamento a estas crianças. Eles trataram da agilização do processo de desenvolvimento do banco de células master, usado na produção da vacina.

O ministro observou que a Fiocruz não tem, no momento, estrutura para criar o banco de células master que serão usadas na fabricação do produto, que foi desenvolvido pelo Instituto Evandro Chagas em parceria com as universidades do Texas e de Washington e o National Institutes of Health (NIH), o principal centro de pesquisa médica do governo dos EUA.

A vacina já passou pela fase de testes em macacos e camundongos e, em breve, será iniciada a fase três.

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