Referendo na Catalunha causa "tensão desnecessária"

O chefe do executivo espanhol insistiu que "não haverá referendo porque nenhuma democracia no mundo pode aceitar liquidar a Constituição ou a soberania nacional" e apelou aos promotores do referendo para reconhecerem de uma vez por todas que a consulta não acontecerá.

"Os seus organizadores sabem disso, eles sabiam disso há muito tempo", disse Rajoy.

Falando nos protestos na rua, Rajoy disse que "é inaceitável que a pessoa que preside ao Parlamento Regional se manifeste em frente à mais alta instância judicial", referindo-se à presença da presidente do "Parlament" (Parlamento da Catalunha), Carme Forcadell, na concentração para exigir a libertação dos detidos em frente Tribunal Supremo de Justiça da Catalunha (TSJC).

O Ministério do Interior nega que a decisão envolva a retirada da Generalitat da polícia catalã, responsável pela manutenção da ordem pública na comunidade e justifica a medida pela necessidade de melhorar a coordenação entre diferentes órgãos.

O Ministério Público pediu ao Ministério do Interior que coordene todas as forças de segurança na Catalunha, incluindo os Mossos d'Esquadra, para lidar com as operações planejadas para evitar o referendo 1-O.

Na prática, tal significa que o Governo de Espanha vai assumir o controlo da polícia da Catalunha.

O Estado espanhol vai criar um comando único para todas as polícias: a Guarda Civil, a Polícia Nacional e a polícia autónoma catalã Mossos d' Esquadra.

O caso mais notório foi a entrada da Guarda Civil na sede do Departamento de Economia da Generalitat, localizado na Rambla de Catalunya de Barcelona, onde milhares de pessoas se reuniram e três veículos foram destruídos.

O Governo de Barcelona agendou um referendo sobre a independência da região para o próximo dia 01 de outubro, o que é contestado pelo Governo central, e foi "suspenso" pelo Tribunal Constitucional de Espanha.

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