Trabalhadores entram em greve. Empresa diz que serviços não pararam

Segundo informado à Folha da Região, os Correios pretendem fechar mais de 1.800 bancos postais instalados em agências e encerrar as atividades em municípios de pequeno porte. Agências franqueadas não participam.

Além do Espírito Santo, já aderiram ao movimento Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia e Distrito Federal. "A gente decretou greve para forçar a empresa a apresentar alguma proposta para os funcionários", informou.

Segundo Marcio, a expectativa é que a adesão à greve aumente nesta quinta-feira (21).

De acordo com informações da Assessoria de Comunicação dos Correios, de Porto Alegre, a direção dos Correios e representantes da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) continuam em negociação para a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho.

A categoria reivindica reajuste salarial, reclama do fechamento de agências, da pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias dos trabalhadores.

De acordo com o Procon-PE, o consumidor é quem deve entrar em contato com as empresas com quem tem contas em aberto, antes do prazo de vencimento da fatura, para solicitar o reenvio da conta, seja por email, via SMS, débito em conta, envio de código de barras, pagamento direto na sede da empresa ou casas lotéricas. A entidade afirma que "está tentando junto aos Correios, Tribunal Superior do Trabalho (TST) e governo alternativas para o conflito". O movimento grevista segue a decisão da federação nacional da categoria (Fentect). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Paraná (Sintcom-PR), uma das reivindicações é por novo concurso público para contratação de profissionais, sendo que o último teria ocorrido em 2011.

Nesses locais, a empresa frisou que já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Em 27 de abril, o Sindicato deflagrou a greve, que durou nove dias.

A estatal continua enfrentando uma grave crise econômica e tem implementado medidas para tentar reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal.

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